Quando o sucesso deixa uma pergunta
Conquistas, reconhecimento e autonomia podem organizar uma vida sem necessariamente responder pelo seu sentido.
Um espaço de análise para quem construiu uma vida capaz de responder a muitas exigências, mas encontra questões que competência, informação e esforço já não resolvem.
É possível dar conta da vida e, ainda assim, perceber uma distância entre o que se construiu e o que se deseja viver.
Conquistas, reconhecimento e autonomia podem organizar uma vida sem necessariamente responder pelo seu sentido.
Há decisões que não dependem de mais informação, mas de compreender o lugar de onde se escolhe.
Certos conflitos mudam de cenário e preservam uma estrutura que a vontade, sozinha, não consegue deslocar.
A análise começa pelo que traz alguém até ela: um sofrimento reconhecível, uma decisão adiada, uma relação que se repete ou apenas a impressão persistente de que alguma coisa deixou de caber na vida construída.
O trabalho não oferece uma fórmula para corrigir comportamentos nem uma leitura pronta sobre quem você é. Pela fala, acompanha-se a lógica singular de uma questão: como ela se formou, o que mantém em funcionamento e que possibilidades ficaram fora de cena.
Compreender intelectualmente uma experiência pode ser importante. Elaborá-la exige outra relação com aquilo que se sabe — e também com o que ainda não pôde ser dito.
Nem todo mal-estar precisa ser convertido imediatamente em um problema a eliminar. Às vezes, ele anuncia que as respostas disponíveis já não bastam.
Escutar antes de classificar.
Investigar antes de aconselhar.
Respeitar o tempo que uma questão exige.
O mal-estar que aparece sem interromper a rotina e sem oferecer uma explicação simples.
Ler ensaio → Ensaio 03O que uma conquista era convocada a provar — e por que às vezes ela não consegue.
Ler ensaio → Ensaio 11A distância entre reconhecer um padrão e transformar a relação que mantemos com ele.
Ler ensaio →Sou psicanalista. Minha formação reúne Antropologia, Psicanálise Clínica e Teoria Psicanalítica. Essa trajetória sustenta um trabalho interessado tanto na experiência singular quanto nas relações, valores e formas de vida que participam de sua construção.
Na clínica, nenhuma teoria substitui o que cada pessoa tem a dizer. A formação orienta a escuta; o processo começa com a história que chega.
Experiências psicodélicas. Esse é também um campo de estudo presente em minha trajetória, especialmente em seus contextos culturais e religiosos. Quando uma experiência desse tipo faz parte da história trazida à análise, ela pode ser elaborada pela palavra. Não há uso ou indicação de substâncias no atendimento.
A entrevista inicial é uma conversa para apresentar o que motivou sua procura, conhecer a forma de trabalho e esclarecer dúvidas. Não é necessário organizar previamente uma explicação sobre o que está acontecendo.
Você solicita um horário pelo formulário.
Conversamos sobre sua procura e a proposta clínica.
Avaliamos a possibilidade de iniciar os encontros semanais.
O trabalho é destinado a adultos. A entrevista inicial permite conhecer sua procura e avaliar a possibilidade de um trabalho conjunto.
Os encontros são individuais, online e, em geral, semanais, com duração aproximada de 50 minutos a uma hora.
Não. É possível começar pelo que você consegue dizer agora. Dar forma à questão já faz parte do trabalho.
O formulário serve apenas para solicitar a entrevista. Questões pessoais podem ser conversadas no encontro, em um espaço reservado.
O atendimento é conduzido com discrição e respeito ao sigilo. O primeiro contato não exige o envio de informações clínicas detalhadas.
A entrevista inicial é um encontro para conhecer a proposta, apresentar sua questão e decidir, sem compromisso prévio, sobre o início de uma análise.
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